ONU planeja força-tarefa e pede US$ 2,5 bi a países

Written on April 29, 2008 – 9:32 pm | by Diego Dattoli |


A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou nesta terça-feira um plano de reação à crise mundial dos alimentos. De acordo com o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, o assunto será discutido por uma força-tarefa encarregada de encontrar soluções rápidas e eficazes para amenizar o impacto da alta de preços da comida. O chefe da ONU também pediu 2,5 bilhões de dólares à comunidade internacional. O dinheiro serviria para custear essa operação de guerra contra a fome.

Em entrevista coletiva concedida em Viena, na Áustria, Ban Ki-moon disse que o combate à atual crise de alimentos é um “desafio sem precedentes”. Em Berna, na Suíça — palco de uma conferência internacional sobre o tema –, o diretor do Banco Mundial, Robert Zoellick afirmou que as próximas semanas serão “críticas” para solucionar o problema. O Bird quer criar um fundo de apoio à agricultura nos países pobres. Tanto Ban como Zoellick serão integrantes da força-tarefa criada pela ONU.

O secretário-geral das Nações Unidas será o chefe do grupo de trabalho, formado também pelo Bird e pelos chefes das agências da ONU (como o programa de alimentos e outros departamentos envolvidos no assunto). No total, 27 diretores de agências da ONU participaram da reunião. “É uma hora apaixonante para a ONU, mas também uma hora em que somos colocados diante do desafio de fazer tudo o que pudermos para responder às expectativas que o mundo deposita em nós”, disse Ban.

Em comunicado divulgado nesta terça, a ONU afirma que a crise atinge “as pessoas mais vulneráveis do planeta, incluindo os pobres urbanos”. As Nações Unidas afirmam que cerca de 100 milhões de pessoas estão ficando sem comida. O programa de alimentação da ONU diz precisar de 755 milhões de dólares adicionais para dar conta do auxílio a essas pessoas. Além da reação imediata à crise, a ONU busca também formas de combater o problema a longo prazo, com reformas estruturais.

Ban confirmou que a prioridade é apoiar os agricultores “para que haja comida amanhã”. Mas outra necessidade urgente é “tratar de questões estruturais e políticas que se juntaram para criar esta crise, além do desafio representado pela mudança climática”. O programa de alimentação da ONU lembra também que os países não podem dar o “calote” desta vez. “Temos promessas de 471 milhões de dólares, mas só 18 milhões em dinheiro nas mãos”, disse a diretora do programa, Josette Sheeran.

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